Sobre

Transportes Paranapuan S/A

Transportes Paranapuan é uma empresa brasileira de transporte coletivo urbano da cidade do Rio de Janeiro. Seu nome é uma referência aos índios paranapuãs, que habitavam a Ilha do Governador.

A empresa foi fundada em 1950, sendo a primeira empresa de lotações a operar na Ilha do Governador e continua a atuar, sobretudo, nesta região, operando linhas que ligam esta a outras regiões da cidade.

É uma concessionária municipal filiada ao Rio Ônibus. Desde 2010 integra o Consórcio Internorte, que atende à Zona Norte da cidade.

Atualmente a Transportes Paranapuan opera 14 linhas, que ligam a Ilha do Governador a outros bairros, como: Ramos, Manguinhos, Caju, Bonsucesso, Centro, Gamboa, São Cristóvão, Benfica, Praça da Bandeira, Tijuca, Olaria, Penha, Vila da Penha, Penha Circular, Irajá, Del Castilho e Higienópolis, além de bairros atendidos através do Corredor TransCarioca, como: Vaz Lobo, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho, Madureira, Praça Seca, Tanque, Taquara, Curicica, Barra da Tijuca, Recreio e Jardim Oceânico.

História

Com o final da II Guerra, a Aeronáutica, ciente da necessidade de uma ligação entre a sua base com outras regiões da cidade, conseguiu convencer o Governo Federal a construir uma ponte. Esta, partiria do Porto de Mariangu em Ramos, passando pelas Ilhas do Raimundo e de Santa Rosa, terminando próximo ao Saco de Cantagalo, após a Praia das Flecheiras.

Em 28 de maio de 1935, o Governo Federal através do Decreto 5482, concedia ao engenheiro George Fraz Pawella, a autorização para a construção de uma ponte ligando a Ilha ao bairro de Ramos, bem como o privilégio para a sua exploração. No entanto, várias concorrências e projetos já tinham sido apresentados, sem nenhum resultado prático.

No entanto o traçado final acabou sendo aquele que utilizaria duas pontes: uma ligando a Ilha do Fundão a Ramos e outra entre a Ilha do Fundão e a Praia do Galeão. A atual “Ponte Velha”, batizada de Avenida Brigadeiro Trompowski, foi inaugurada em 31 de janeiro de 1949, contando na ocasião apenas com a pista de entrada, em regime de mão dupla.

A partir dessa ligação, duas empresas, a Viação Continente-Ilha Ltda. e a Empresa Municipal de Ônibus S/A, iniciaram suas atividades regulares de ônibus entre a Ilha e bairros adjacentes.

Entretanto, o crescente desenvolvimento da Ilha do Governador exigia a ampliação do serviço de transportes para o outros bairros, pelo que as duas empresas concessionárias supracitadas, pelos seus responsáveis com o conhecimento das autoridades municipais, resolveram concordar com a incorporação de uma empresa única — a Transportes Paranapuan S. A., usando a antiga denominação indígena da Ilha do Governador.

A Transportes Paranapuan, tinha como proprietários, os mesmos da Empresa Municipal de Ônibus (EMO) e os mesmos da Continente-Ilha.

Embora tenha sido fundada em 1949, a Transportes Paranapuan S/A só foi às ruas nos meados dos anos 50. O fato se deu devido às péssimas condições das ruas e avenidas da Ilha do Governador, visto que a empresa havia comprado veículos novos e zero quilômetro. A empresa não colocaria os carros em circulação enquanto não houvesse ruas asfaltadas e adequadas para isso.

 No final de 1950 a Transportes Paranapuan S/A, de propriedade dos irmãos Romeu e Adolfo Cerante, utilizou durante alguns anos a antiga garagem dos ônibus do Sr. Emygdio (proprietário da EMO), na Praia do Galeão, nº 104. O abastecimento dos veículos era feito nesta garagem durante a viagem regular, na maioria das vezes com os ônibus lotados de passageiros.
Os ônibus, pintados na cor creme, eram todos chassis Scania Vabis, da década de 40, com carrocerias Grassi.

Inicialmente a empresas operou as seguintes linhas:

6– Praça XV de Novembro x Freguesia (Bananal);
7– Praça Mauá x Ribeira;
8– Praça Mauá x Freguesia (Bananal).

Aumentando sua área de operação e buscando novos horizontes, a Paranapuan inaugurou em 1955 a linha 200 – Castelo x Marechal Hermes com a passagem a CR$ 8,00 (oito cruzeiros).

Devido à distância de sua sede, a empresa alugava espaço na antiga garagem Posto Auto Diesel para guardar os ônibus do primeiro horário, sendo essa adquirida em 1957 pela Viação Auto Diesel e mais tarde repassada para a Via Rio, na Pavuna.

Ainda em 1957, a empresa adquiriu o modelo Papa-filas, inaugurando então as suas novas linhas: 208 – Praça XV x Bancários e 206 – Castelo X Bananal; atendendo bairros como Guarabu, Cacuia e Cocotá. Esse tipo de ônibus compunha-se de um cavalo-mecânico, no caso Scania Vabis, tracionando um reboque “Fruehalf Trailer, Semi-Trailer” com carroceria Grassi, tendo capacidade para transportar 200 passageiros de cada vez.

Em 1959, já havia muitas petições de retirada de circulação dos papa-filas. A dificuldade de manobras em grande parte da Ilha foram as maiores reclamações. Com isso os papa-filas da 208 foram substituídos por convencionais Volvo/Carbrasa. Em 1960 a linha foi transferida à Viação Ideal, que já operava linhas na Ilha desde 1955.

Em 1959 é marcado o fim das linhas PAN 6, porém a linha 206 se manteve, sendo transformada na 328 em 1963. As linhas PAN 7 e 8 também foram extintas e a 208 teve seu trajeto alterado para suprir as duas.

Nos anos 60, grandes mudanças vieram para empresa. Além da incorporação de novas linhas, a empresa renumerou as antigas e inaugurou a sua nova garagem na Estrada do Galeão, nº 178. A linha 202 Castelo x Zumbi foi criada em 1960 e em 1961 ela adquire da Estrela do Norte a linha S-26 Praça Saens Peña x Cocotá, renumerando mais tarde para 634.

Arriscando um novo território, a empresa operou em 1963 a linha 492 Praça Serzedelo Correia x Zumbi, ligando a Ilha do Governador à Copacabana, na Zona Sul. Sua concessão não deu resultado e acabou sendo suspensa. Em 1964 é criada a linha 910, fazendo a ligação entre a Freguesia (Bananal) e a Vila da Penha, sendo mais tarde esticada até Madureira.

Na década de 70, a Paranapuan já operava nos serviços “Frescões”, hoje chamados de executivos. Em 1978 ela operava as linhas S14, de acordo com as subdivisões concedidas pela então, Secretaria Municipal de Transportes:

• Castelo x Bananal
• Aeroporto Internacional x Santos Dumont Castelo x Bancários
• Castelo x Cocotá
• Aeroporto Internacional x São Conrado

Em julho de 1984, são criadas linhas de integração com o Metrô. Dentre essas linhas operadas pela CTC, foi criada a M93 Maria da Graça x Cocotá. Nos anos 90 essa linha foi repassada à Transportes Paranapuan respectivamente e tiveram seu ponto alterado de Maria da Graça para o Castelo.

Os anos 2000 chegam e a Paranapuan começa a sofrer problemas financeiros, devido o crescimento desordenado do transporte clandestino. Também nos anos 2000 foi implantado o sistema de bilhetagem no transporte do Rio.

Em 2010 uma grande mudança no sistema de transportes da Cidade do Rio de Janeiro estabeleceu a criação de quatro consórcios e a reorganização das linhas por setor de operação. A Transportes Paranapuan passou então a integrar o Consórcio Internorte, que corresponde à Área 3, que representa a Zona Norte da cidade, excluídos os bairros de Cascadura e Madureira e a região da Grande Tijuca.

Com a entrada da empresa no novo sistema, a Transportes Paranapuan passou por uma nova organização alfanumérica em suas linhas e recebe uma nova identidade na frota, alterando também o seu registo 10000 para B10000.

Com a inauguração do Corredor TransCarioca em 2014, a Transportes Paranapuan entrou no sistema com o modelo Caio Millennium BRT, Ônibus com alta capacidade de atendimento, para mais de 130 passageiros cada veículo, e itens de acessibilidade e segurança.

O modelo fabricado pela Induscar Caio possui comprimento total de 18.600 mm, capacidade para transportar 49 passageiros sentados e 84 em pé. Possui rampa móvel para acessibilidade; sistema multiplex, computador de bordo, poltrona do motorista pneumática, facilitando a dirigibilidade; ar condicionado e poltronas dos passageiros totalmente estofadas, além de duas portas pantográficas no lado direito e quatro portas envolventes no nível do piso, do lado esquerdo.

 Em março de 2015, a linha 910 Bananal x Madureira havia se tornado alimentadora do BRT no Fundão, deixando de passar por Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha Circular, Vila da Penha, Vista Alegre e Irajá. Neste mesmo ano, a mesma foi extinta, pelo fato de ser sobreposta ao BRT TransCarioca.

No lugar dela entraram duas linhas:

• 910A Bananal x Fundão;
• 912A Caracol de Ramos x Vaz Lobo.

Além da 910, a linha 915 que faz o trajeto de Bonsucesso até o Aeroporto do Galeão, ganhou um novo serviço, também como alimentadora: 915A Bonsucesso x Campeões.

No final do ano de 2016 a linha 910 voltou a circular fora da Ilha, sendo estendida até Vaz Lobo e, posteriormente, sendo reduzida até Irajá. Com isto, houve a extinção das linhas 912A e 915A.

Atualmente a Transportes Paranapuan opera 14 linhas, que ligam a Ilha do Governador a outros bairros, como: Ramos, Manguinhos, Caju, Bonsucesso, Centro, Gamboa, São Cristóvão, Benfica, Praça da Bandeira, Tijuca, Olaria, Penha, Vila da Penha, Penha Circular, Irajá, Del Castilho e Higienópolis, além de bairros atendidos através do Corredor TransCarioca, como: Vaz Lobo, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho, Madureira, Praça Seca, Tanque, Taquara, Curicica, Barra da Tijuca, Recreio e Jardim Oceânico. 

Além disto, a Transportes Paranapuan vem investindo em reestruturação, e aos poucos está substituindo a frota antiga por veículos novos e seminovos almejando a prestação dos serviços e atendimento aos seus clientes. 

A empresa também está atenda às demandas de seu público, e passou a oferecer canais de comunicação através de rede sociais como o Facebook, além de criar o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) via WhatsApp e website, aproximando a empresa de seu cliente, diminuindo o tempo de resposta e a qualidade de atendimento.

A Paranapuan segue oferecendo um transporte seguro e de qualidade, evoluindo a cada dia, orgulhoso de suas raízes e sempre de olho no futuro.